Chartres – Um segredo gravado em pedra

Apartir de 1130, na Europa irrompe o estilo gótico. O gótico não é só uma evolução do românico, aparece de repente e quase sempre nas abadias cistercienses. Se o estilo românico chega a sua plenitude depois de múltiplos melhoramentos apartir do romano e bizantino, o gótico surge de golpe, completo e total. Aparece depois da primeira cruzada e especialmente por detrás do retorno dos cavaleiros Templários com seu segredo. Um segredo concernente a utilização sagrada, e por assim dizer, mágica, da arquitetura? Já mencionamos antes o que contém as Tábuas da Lei. A mesma chave numérica que foi utilizada na construção da Grande Pirâmide e no Templo de Salomão. Recordemos que Moisés vinha do Egito. Toda a cultura egípcia estava concentrada nos sacerdotes e Moisés era um deles, sendo instruído em toda a ciência dos faraós. Na Europa medieval, e durante aproximadamente cento e cinqüenta anos, a aplicação desse conhecimento arquitetônico manifesta-se na construção das grandes catedrais. E, em uma delas, Chartres, perto de Paris, onde encontramos uma nova referência à Arca da Aliança. Nem é necessário citar que a catedral de Chartres é de estilo gótico e de origem, evidentemente, templária.

CATEDRAL DE CHARTRES

No pórtico norte desta catedral, que se chama “Pórtico dos Iniciados” , encontram-se duas colunas esculpidas. Em uma delas, se observa uma arca sendo transportada por uma carreta de bois e na outra coluna podemos ver um homem cobrindo a arca com um véu, rodeado por uma pilha de cadáveres entre os quais se destaca a figura de um cavaleiro em cota de malha! Nas duas colunas, justo debaixo das representações, existe uma controvertida inscrição: “Hic Amititur Archa Cederis”. Dissemos controvertida porque a expressão tal como está gravada não existe no latim. Isto é realmente estranho, porém mais surpreendente ainda, é o único texto plausível, que seria: “Hic Amittitur Archa Foederis”, que se traduz como:
“ Em este lugar se oculta a Arca da Aliança”. Parece-nos muita casualidade para pensar que não existe algo de verdade em tudo isto.