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Uma
certa noite Jack é despertado por seu avô Godofredo com a
notícia da morte de seu pai, Hugo Farrell. A partir deste trágico
acontecimento, Jack Farrell é envolvido num enredo de mistério
e misticismo, repleto de criaturas fantásticas e mitológicas,
numa busca fascinante pelo Santo Graal. Com a ajuda de seus inseparáveis
amigos Gwen e Will, de seu cavalo alado Pegasus e de seu inusitado amigo
Carlitos, um jovem e mal-humorado fauno, Jack Farrell toma conhecimento
da existência da antiga e lendária Ordem dos Cavaleiros Templários
a qual seu pai pertencia como importante cavaleiro e guardião do
Cálice Sagrado, desaparecido desde a sua morte. Buscando encontrar
o Graal, Jack e seus amigos vivem muitas aventuras enfrentando seres monstruosos
como o Kludde, um enorme canino de potentes asas e bafo petrificante,
e visitando reinos exóticos como o da belíssima Rainha-Maga
Skatha, que se diverte treinando jovens heróis no uso de suas armas
místicas após terem vencido o desafio da Ponte dos Obstáculos.
Os garotos vêm a conhecer Jean de Florence, o Grão-Mestre
dos Templários, cavaleiro que no ano de 1316, numa cerimônia
secreta e nunca mais repetida, bebeu do Cálice Sagrado e, juntamente
com mais oito companheiros, tornou-se imortal e que esconde uma terrível
culpa do passado distante. Conhecem também o cavaleiro imortal
Domenico Albertino, chamado o Grimório, o mais sábio da
Ordem do Templo e guardião de suas antigas tradições.
Domenico Albertino suspeita que a tenebrosa Ordem de Thule teria roubado
o Cálice e que, Ambrosius, o temido Mago Negro do Cajado de Thule,
seria o responsável pelo assassinato do pai de Jack. Mal suspeitava
ele que os temíveis e apavorantes Senhores de Agartha, também
estavam envolvidos nestes terríveis acontecimentos. E, ainda por
cima, há a suspeita da existência de um traidor na Ordem
dos Templários. Através de situações emocionantes
e por vezes divertidas, Jack, Gwen e Will iniciam sua busca ao Santo Graal
que os levará, acima de tudo, ao encontro de suas verdadeiras virtudes,
numa viagem de autoconhecimento e evolução interior. Uma
viagem que levará Jack a encontrar seu verdadeiro e inevitável
destino: o de ser, um dia, o Unificador dos Mundos. |
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O
barulho da queda era muito forte e retumbava por todo o saguão.
O teto era sustentado por enormes colunas ricamente esculpidas e era tão
alto que Jack não conseguia vê-lo. As colunas sumiam na escuridão
como se não tivessem fim. Naquele salão a claridade proveniente
das paredes era mais fraca e grande parte da luz vinha diretamente do
alto, na forma de estreitos raios de luar que desciam como finos fios
de prata iluminando suavemente o ambiente. No centro do salão,
há uns vinte metros de distancia da beira do lago, havia sido construído
um altar de pedra amarelada. Exatamente nesse ponto, concentrava-se um
maior número de raios do luar, iluminando o altar e dando-lhe uma
aparência esmaecida e sobrenatural. Sobre o altar estavam caídas
algumas pedras, como se tivessem desabado do alto. Um pouco adiante, formando
um meio-círculo em volta do altar, nove estátuas de cavaleiros
estavam plantadas, como guardiãs silenciosas de segredos antigos
e desconhecidos. Eram imponentes e cada uma tinha cerca de dez metros
de altura. Impassíveis, testemunhavam o passar dos séculos,
lentamente, ano após ano, aguardando o momento de revelar seus
mistérios. A última das estátuas estava tombada,
partida em vários lugares e diversos de seus fragmentos estavam
espalhados pelo chão.
_ Meu Deus..._ Jack olhava para o alto. _ Quem será que construiu
esse lugar?
Aproximou-se com cuidado da beirada do rochedo, observando o jorro de
água que caía, indo juntar-se ao lago lá embaixo,
formando um amplo círculo de espuma.
_ Foi aqui..._ murmurou. _ ...foi aqui que tudo aconteceu...
Suspirou profundamente. Era chegada a hora. Depositou o Temporis Horologium
ao chão. Mentalmente calculou quanto tempo teria de voltar nos
ponteiros do relógio. Girou algumas vezes os ponteiros do mostrador
da frente. Para sua surpresa deslizaram suavemente apesar de há
séculos não terem sido utilizados. Jack ergueu-se e, olhando
para o relógio do sultão Baibars, esperou. Será que
vai funcionar mesmo? Pensou. Longos segundos se passaram. |
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